Sobre O Complexo do Alemão


O Complexo do Alemão é um bairro da zona norte do Rio de Janeiro, constituído por um conjunto de 12 favelas, sendo um dos mais violentos da cidade[1].
Seu núcleo é o Morro do Alemão, e poucos moradores da cidade sabem que se trata de um bairro oficial, sendo parte de sua área muitas vezes tratada como parte dos bairros dos bairros vizinhos: Ramos, Penha, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso.
O bairro foi construído sobre a serra da Misericórdia, uma formação geológica de morros e nascentes naturais, quase toda destruída pela construção do Complexo. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por determinadas organizações atualmente. Ainda há poucas áreas de mata e alguns pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água pela população. Todavia, logo após a nascente, os rios já se tornam valões de esgoto. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns na segunda metade do século XX. Hoje em dia tal empreendimento é proibido na região, considerada Área de Proteção Ambiental, embora subsistem algumas ilegamente.
O bairro foi oficializado em 9 de dezembro de 1993. A sua delimitação oficial, segundo consta nos arquivos da prefeitura é a seguinte[2]:
Do entroncamento da Estrada de Itararé com a Rua Doutor Noguchi; seguindo por esta (incluída) da Estrada de Itararé até a Rua Roberto Silva; por esta (incluído apenas o lado par) da Rua Doutor Noguchi até a Travessa Salvador Maciel e a partir deste ponto (excluída) a Rua Teixeira Franco; por esta (excluída) até a Rua Professor Lacê; por esta (excluída) até a Rua 23 de Agosto; por esta (excluída, o Largo do Itararé) até a Estrada de Itararé; por esta (incluindo apenas o lado ímpar) da Rua 23 de Agosto até a Rua Sebastião de Carvalho; por esta (excluída) até a Travessa Laurinda; por esta (excluída) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Cabedelo; por este e pela Rua Cabedelo (incluída) até a Rua Armando Sodré; por esta (incluída) da Rua Cabedelo até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Iriguati; por este e pela Rua Iriguati (excluída) até a Rua Antonio Rêgo; por esta (excluída) até a Rua Itajoá e a partir deste ponto (incluído apenas o lado Impar) até a Rua Itacorá; por esta (incluído apenas o lado impar) até a Rua “G” do PA 9.284 (excluída); dai, em direção Oeste, seguindo pela linha de cota 50 metros (excluindo a Rua Mirá) até encontrar o prolongamento do alinhamento da Rua Comandante Hoover; por este, subindo a Serra da Misericórdia em direção Sul, até a sua cumeada; por esta, em direção Oeste, passando pelos pontos de cota 171 metros e 134 metros até o ponto de cota 138 metros; daí, descendo o espigão em direção Sul (excluindo a Favela Relicário), até encontrar a Rua Canitar; deste ponto, pela Rua Canitar (excluída, excluindo a Rua Carlos Perry) até umponto situado a 250 metros da Estrada Velha da Pavuna; daí, por uma linha reta em direção Leste (incluindo a localidade do Morro das Palmeiras), passando pelos finais das Ruas Tegucigalpa e Ibirapitanga (todas excluídas) até o final da Rua Tangapeme; por esta (excluída) até a Rua lvurarema; por esta (excluída) até o seu final; deste ponto (incluindo a comunidade Alvorada/Vila Cruzeiro) por uma tinha reta em direção Sul até encontrar o entroncamento da Vila Ascânio com a Vila Glauco; por esta (excluída) até a Vila Jesuânia; por esta (excluída, excluindo toda as ruas de vila com servidão pela Avenida ltaóca nº 2.358) até a Avenida Itaóca; por esta (excluída) até a servidão ao lado do nº 2.260 e a partir deste ponto incluindo apenas o lado par, incluindo a servidão ao lado do nº 2.260) até a Rua Antonio Austregésilo; seguindo por esta (incluída) até 260 metros da Avenida Itaóca; daí, contornando o loteamento Jardim Guadalajara (excluído) até encontrar a Avenida Itaóca; por esta (incluído apenas o lado par) do limite Leste do Loteamento Jardim Guadalajara até a Rua Horácio Picoreli; por esta (incluída) até o seu final; daí, pelo Morro de Bonsucesso emdireção Leste até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (incluída) até a Rua Piumbi; por esta, até encontrar o final da Rua Capuçara (incluída); daí, pela Rua Piancó (excluída), até a Rua Tangará; por esta (excluída) até a Rua Piumbi; por esta (excluída) da Rua Tangará até a Rua Sabaúna; por esta (excluída) da Rua Piumbi até a Rua Joana Fontoura; por esta (excluída) até encontrar a Rua Aquiri; por esta (incluída) até a Estrada de Itararé; por esta (incluída) da Rua Aquiri até o ponto de partida
Lei Nº 2055 de 09 de dezembro de 1993[3].
• Área Territorial – 296,09 ha (2003) – cerca de 3 quilômetros quadrados.
• População – 65.026 (2000)
• Domicílios – 18.245 (2000)
Fonte de Pesquisa: WIKIPÉDIA

Depoimento de Tia Bete

Que comunidade é esta? Quem são seus moradores? Suas lutas?
Bem, o nome Alemão, na verdade se referia a um polonês de nome Leonardo, muito bravo não permitia que ninguém invadisse suas terras. Após anos na tentativa de defendê-las foi vencido pelos barracos que aos poucos iam surgindo.Hoje o Complexo do Alemão abriga 200 mil moradores
Quando criança sentia vergonha de dizer que morava no morro. Cheguei aqui em fevereiro e no mês seguinte completava 10 anos. Havia poucas moradias, muitas casas de madeira e de barro, esgoto a céu aberto e mato por todo lado. Não tinha luz elétrica e nem água encanada, esta era carregada nas cabeças das mulheres e nas balanças nas costa dos homens. Em 1969 quando cheguei ainda se avistava um pequeno rio que saia da Grota, e era de lá que os moradores retiravam a areia para transformação do barraco de madeira em casa de alvenaria.
Aos poucos a favela foi se modificando, a população aumentando, a vegetação dando lugar ao vermelho do tijolo.
Através da luta dos moradores junto com os presidentes das associações da época, entrava no conjunto de favelas a água, a luz, o calçamento, escola, igrejas, lojas, e tudo mais.
Lendo este texto tirado do WIKIPÉDIA, me chama a atenção o que todas as reportagens fazem questão de enfatizar, e os repórteres se orgulham de dizer “…um dos mais violentos…”, fazendo questão de generalizar todos que aqui moram como a escória , esquecendo eles que a violência toma conta da cidade principalmente debaixo dos ricos tapetes. Com um diferencial, a mídia não vai lá para jogar no ventilador. De uma coisa podemos ter certeza aqui nesta favela, como em qualquer outra da cidade tem mais gente digna do que em muitos apartamentos de luxo.
Infelizmente o povo não sabe a força que tem. Vivendo aos trancos e barrancos, conseguimos conquistas maravilhosas, imaginem se nos dessem a oportunidade de boas escolas, direito a saúde, lazer, educação, boa moradia, imaginem se nos dessem o direito a Constituição Cidadã aprovada em 1988. Na favela mora gente digna e trabalhadora.

Elisabete Aparecida ( Tia Bete )
Secretária Política da Base do PC do B do Complexo do Alemão

Rio de Janeiro, 04 de julho de 2009.

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